sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
Legião Urbana
1. Escolher um cantor, dupla, grupo, como quiser;
2. A cada pergunta feita temos que escolher um título de uma música;
3. Nomear outros blogs para repassar o desafio.
Escolhi Legião Urbana
* És homem ou mulher? Poesia
* Descreve-te: Talvez seja real
* O que as pessoas acham de ti? Nada por mim
* Como descreves o teu último relacionamento? Não mais que três semanas
* Descreve o estado atual da tua relação: Comédia Romântica
* Onde querias estar agora? Via Láctea
* O que pedirias se pudesses ter só um desejo? Perfeição
* O que pensas a respeito do amor? Vicio sem fim
* Como é a tua vida? Tédio (com um T bem grande pra você)
* Escreve uma frase sábia: Hey, That Is No Way To Say Goodbye
Passo o desafio para o Vítor.
domingo, 15 de fevereiro de 2009
A Gramática Não Foi Feita Para Humilhar Ninguém
"Um dos golpes mais baixos (e mais idiotas) que alguém pode fazer durante uma discussão é criticar a gramática, ortografia ou sintaxe do outro.
Pra começar, ou sua platéia viu o erro ou não viu. Se viram, já sabiam que o outro cara errou, já sabiam que ele não domina as regras básicas da língua e isso já ficou registrado - a seu favor. Mencionar ou zombar do erro não vai fazê-los ficar mais ao seu lado do que já estão, mas pode fazê-los pensar que você é um idiota arrogante. Eu sou assim.
Pior ainda, se a sua platéia não viu o erro, então há boas chances de eles serem tão ignorantes quanto a pessoa que você está corrigindo. Ao lhe ver corrigindo o outro, eles vão se colocar no lugar dele e se imaginar também sendo humilhados por você. Gol contra.
Mais importante, a não ser que a discussão seja sobre gramática, sintaxe ou ortografia (às vezes, nem mesmo nesses casos), tais erros não fazem diferença prática alguma. Seja num debate sobre política, engenharia química ou klingons em Star Trek, alguém que diz "nós vai" tem tanta possibilidade de estar certo, ou de ter uma boa idéia, ou de ter toda a razão do mundo, quanto qualquer outro.
Tanto sua platéia quanto seu interlocutor vão perceber que você, de forma pedante e arrogante, está apenas querendo desviar a discussão do seu verdadeiro assunto para um outro campo não relacionado, irrelevante para a assunto, mas que você domina.
Você não prova nada e ainda aliena os espectadores. Sempre uma má estratégia.
Na verdade, não dominar as sutilezas da língua não faz de ninguém burro. Talvez somente num aspecto.A gramática, a sintaxe e a ortografia (e também a crase) não foram feitas para humilhar ninguém. Elas não são perversas nem aleatórias. A existência de normas padronizadas e universalmente aceitas tem como único objetivo facilitar a comunicação entre o maior número possível de falantes.
Enquanto cumprem esse objetivo, são úteis e saudáveis. Quando já não comunicam, tornam-se obsoletas.
E mesmo quando a língua torna-se um dialeto, como a das meninas ki falaum axxim, o novo dialeto também obedece à regras próprias e intrínsecas, para que possa ser mutuamente inteligível pelos falantes.
Então, não dominar essas regras não faz uma pessoa ser burra. Ou melhor, faz, mas só se você considerar que é uma burrice não se preocupar em aprender as regras que regem (e sobretudo facilitam) a comunicação entre seus pares."
http://www.interney.net/blogs/lll/2009/02/06/gramatica/
sábado, 31 de janeiro de 2009
Confusa afinidade
Eu não sei o que escrever, mas eu quero escrever.
Não sei nem porque escrever, mas eu quero escrever.
Não quero que alguém leia, só quero dizer.
Não sei o que dizer; talvez eu precise escutar.
Não precisa agregar, só quero ouvir.
Não quero me irritar, diga algo com o qual eu concorde.
Diga o que eu quero ouvir, e então eu lhe direi que você é interessante, é inteligente.
Me sentirei bem ao seu lado e então confundirei afinidade com amizade.
Pensarei que meus amigos são aqueles que têm idéias afins.
Ilusão.
Até eu perceber que não é tão exato assim.
Até que você conteste minhas idéias.
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
Disciplina
É o preceito mais invejável de todos; é aquela que estabelece objetivos e que, por conseguinte, agrega valor e relevância ao ser.
Aliada à perseverança e à determinação, far-se-á a chave: é o marco final para o inexcedível.
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
Timidez
Definir sentimentos ou manifestações abstratas é sempre complexo, pela própria natureza subjetiva da matéria. Qualificá-los e torná-los concretos mediante suas propagações é mais fácil, porém não deixa de ser uma tarefa árdua.
Sob ótica externa, percebo a timidez como a dificuldade imposta ao ser humano de interagir socialmente, prejudicando, inclusive, a manifestação ou fluência de suas idéias.
A timidez se confunde com arrogância e egoísmo sob perspectivas alheias. Simples atitudes como cumprimentar pessoas ou tentar aproximar-se delas demonstram um verdadeiro obstáculo para o tímido. Há quem o taxe como arrogante, porém nada mais é que medo da reação alheia, de ser, outra vez mais, refutado.
Sob visão interior, relaciono a timidez como medo de viver: medo de se relacionar com outras pessoas; de se portar de determinado modo em uma situação específica; medo de agir. Em suma, o medo de tentar é maior que o arrependimento de não fazê-lo.
Há quem diga que a timidez é inata, contudo eu discordo. A fobia social pode ser oriunda de traumas, de repressão - interior ou exterior -. Inúmeras são essas origens: bullying, discriminação, rejeição social, ausência de comunicabilidade, privação do agir, etc.
A situação exposta conduz o tímido a desenvolver anseio por mudança e, por conseguinte, acaba ele se encontrando em um quadro de inconstância e fantasias. Ele quer se tornar mais notório, menos "invisível". Isso pode transformá-lo em um lunático, vivendo mais em suas fantasias que na realidade. Nas fantasias as barreiras não existem: ele está livre para ser tudo aquilo que gostaria. A inconstância se acentua, e hoje suas idéias o contradizem ontem. Surge uma eterna busca por algo que dê sentido, agregue ou até inove valor à sua vida.
Seu comportamento é variável, se manifesta diversamente conforme o grau de afinidade com cada pessoa. E, conseqüente disso, o tímido se sente muitas vezes "excluído", um peixe fora d'água. Inicia, assim, uma corrida intensa por substâncias - ou comportamentos - que venham a suprir sua demanda por integração social. Ele pode desenvolver posturas e tomar atitudes que não faria em situações normais, entretanto os fazem exclusivamente para se sentir parte de um grupo, integrante de algo que lhe dê aparente relevância ou aceitação.
Sempre existirá aquele que usa o argumento mais clichê para ridicularizar ou desfigurar os comportamentos e pensamentos de quem manifesta fobia social: existem pessoas em situações muito lastimáveis, que, por infortúnio, são privadas de direitos individuais ou debilitadas fisicamente. Ora, pois, agora eu sou obrigado a ser passivo de adversidades ou demonstrar alacridade devido ao sofrimento alheio? Quem faz isso são os conformados, e eu o nego!
quinta-feira, 1 de janeiro de 2009
Definição Pessoal
Ademais, aprendi que o verbo "ser" presume constância, liga o atributo ao sujeito de forma - aparente ou factual - definitiva e se manifesta de maneira absoluta e determinística. Ele influi diretamente na definição interna e social do indivíduo e é capaz de criar-lhe molduras as quais não condizem consigo. Indivíduo esse em sentido indeterminado e generalizado, concernente às características primárias do "ser".
O indivíduo, pois, "está"; ele nunca "é".
Quem vê, pensa;
Quem conhece, sabe.
Clichê, mas nem por isso deixou de ser verdade.
